Feb 25, 2009

"Ouvi isto, todos os povos; inclinai os ouvidos, todos os moradores de mundo, quer humildes, quer grandes, tanto ricos como pobres.
A minha boca falará a sabedoria; a meditação do meu coração será de entendimento.
Inclinarei os meus ouvidos a uma parábola; decifrarei o meu enigma na harpa:
Por que temeria eu nos dias maus, quando me cercar a iniquidade dos que me armam ciladas,
dos que confiam nos seus bens, e se gloriam na multidão das suas riquezas?
Ninguém pode remir a seu irmão, ou dar à Deus o resgate dele
(pois a redenção da sua alma é caríssima, os seus recursos se esgotariam antes),
para que vivesse para sempre, e não visse a corrupção.
Pois todos podem ver que os sábios morrem; que perecem igualmente o louco e o bruto, e deixam a outros os seus bens.
O seu pensamento íntimo é que as suas casas serão perpétuas e as suas habitações de geração em geração;
dão às suas terras os seus próprios nomes.
Todavia, o homem, apesar das suas riquezas, não permanece; antes, é como os animais que perecem.
Este é caminho daqueles que confiam em si mesmos, e dos seus seguidores, que aprovam as suas palavras.
Como ovelhas são destinados à sepultura, e a morte se alimentará deles. Os retos terão domínio sobre eles ao romper da manhã; a sua formosura na sepultura se consumirá, longe de suas mansões.
Mas Deus remirá a minha alma do poder da morte; certamente me receberá.
Não temas, quando alguém se enriquece, quando a glória da sua casa aumenta;
pois quando morrer, nada levará consigo, nem a sua glória o acompanhará.
Ainda que durante a vida ele se tenha considerado feliz, e os homens o louvem quando prospera,
irá ter com a geração de seus pais, que jamais verá a luz da vida.
O homem que possui riquezas sem entendimento é semelhante aos animais que perecem!"

(Salmos 49)

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